SUPER-HOMEM DA ORIGEM AOS DIAS DE HOJE ( COM DOWNLOADS )

Poderoso, imponente, invencível. Criado por Jerome (Jerry) Siegel e Joseph (Joe) Shuster, ele é, certamente, o herói mais famoso do mundo. Seu sucesso garante seu eterno posto em hq’s, cinema e desenhos animados. Mas ele nem sempre foi como o conhecemos hoje. Diferente na aparência, nos poderes e no caráter, ao longo dos anos este personagem passou por diversas alterações desde sua concepção. Acompanhe neste incrível e único post, a origem e ascensão do maior herói de todos os tempos: SUPER-HOMEM!
Como toda criação, a origem do Super-Homem é baseada em fatos verídicos da vida de seus criadores. Acompanhe este artigo com atenção, e vc perceberá nomes e situações reais similares ao contexto do personagem.

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Nos anos 30, a principal novidade na história dos “comics” foi o surgimento de um novo formato chamado COMIC-BOOK – uma adaptação quadriniada das novelas de “pulp fiction”. Os comic-books tinham grande circulação, eram impressos em papel barato e se tornaram muito populares nesta década.

Os comic-books foram responsáveis por alavancar a difusão do gênero, tornando-se leitura frequente entre os soldados em campanha, vindo a se tornar linguagem comum nos manuais de instrução e treinamento militares. Will Eisner (criador de Spirit e mestre incontestável da linguagem dos quadrinhos) foi um dos que produziu artes sequenciais para tais propósitos.

O grande sucesso de público dos comic-books podia ser creditado a sua apresentação vistosa, muito colorida, amparado na enorme aceitação popular das tiras diárias nos principais jornais americanos. Mas, sem dúvida, a maior parte do sucesso se deve ao surgimento em profusão de super-heróis nas suas páginas, que sempre apresentavam habilidades e poderes sobre humanos.


Nascido em 1914, Cleveland, Jerry Siegel teve seu pai assassinado com dois tiros num assalto em sua loja. O crime nunca foi solucionado. Com isso, o padrão econômico da família Siegel caiu consideravelmente. Naturalmente, isso abalou a vida do adolescente que, ao mesmo tempo que piorou seu desempenho nos estudos, começou a imaginar super heróis que lutassem contra o crime. Jerry começou então a fazer parte do jornal semanal de sua escola, o The Torch, alimentando seu sonho de um dia se tornar reporter. Nesta época, conheceu Lois Amster que fazia parte da equipe editorial do jornal, e foi vencedora do título “Mais Popular”, ganhando o apelido de “Petite Lois” dos colegas de redação.
Nascido em 1914, Toronto, Joe Shuster mudou para Cleveland quando tinha 9 anos. Seus desenhos impressionaram o editor do jornal da escola que estudava. Este editor era Jerry Fine, primo de Jerry Siegel. Quando o editor soube que Joe iria se mudar para mesma escola que Jerry Siegel, recomendou que o procurasse, na certeza que trabalhariam bem juntos. Assim se originou a famosa e bem sucedida parceria entre Jerry Siegel e Joe Shuster.
Em meados dos anos 20, o fisiculturismo entrava na moda. Charles Atlas, eleito “o homem do corpo mais perfeito do mundo” se tornou uma referência visual para os heróis da época. Heróis como Tarzan e Fantasma eram desenhados com base no corpo deste atleta, que também atuava como modelo para capas que, na época, eram fotografadas, não desenhadas.
Logo, Charles Atlas se tornou um ídolo para Joe Shuster, que vislumbrava uma carreira profissional como desenhista de quadrinhos, e percebeu que era um sonho possível, já que alguns desenhistas de tirinhas famosas eram pouco mais velhos que ele.
Em 1929, Jack Williamson, correspondente de Jerry Siegel, escreveu o romance The Girl From Mars, onde um alienígena, vivendo em nosso planeta, era dotado de poderes superiores aos dos humanos normais.

Em 1931, a revista nº 1 do Sombra se esgotava nas bancas, abrindo caminho para Agente Secreto, Dick Tracy, entre outros, fomentando as fantasias de Jerry Siegel que anseiava mesclar ficção científica e luta contra o crime na mesma história. Somado isso ao sucesso de Harold Foster ilustrando as hq’s do Tarzan, Siegel e Shuster começaram a traçar seus planos para um trabalho próprio no mundo das tiras em quadrinhos.
Às vésperas de completar 18 anos, Siegel anunciou nas páginas do The Torch o lançamento de sua própria revista: Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization.
O anúncio prometia escritores conhecidos e um grande investimento em propaganda. Na verdade, os “famosos” escritores anunciados eram quase todos compostos por pseudônimos do próprio Shuster e Siegel, que se revesavam para produzir a revista. Mas o preço era ousado demais: 0,15 cents, 50% a mais que o preço cobrado pelo renomado fanzine The Time Traveller (O Viajante do Tempo), que possuía uma qualidade gráfica surpreendente, ao contrário da nova Science Fiction, que era toda datilografada e xerocada.
Porém, produzindo colunas de resenhas de livros, Jerry Siegel conheceu um livro que deu novo rumo a suas idéias: Gladiator, de Philip Wylie.
Gladiador era um mito sobre o homem superior e a sociedade medíocre que destruía tudo aquilo que poderia vir a beneficiá-la. Em sua trama, um biólogo transforma o próprio filho, Hugo Danner, no protótipo do homem perfeito: invencível, força e vitalidade além do comum e dotado de superioridade moral inata. Ao atingir a idade adulta, Hugo decide ir de encontro a civilização ajudar seus semelhantes. Porém encontra uma sociedade mesquinha e injusta, onde é explorado de todas as formas até aprender a lidar com o mundo e a humanidade.
“Faço algumas coisas que me assustam, pai. Consigo saltar mais alto que uma casa, correr mais rápido que um trem…” Ou quando Hugo, em meio ao campo de batalha, descobre que as balas não ferem sua pele, e os tiros de canhão não fazem mais que derrubá-lo. Enfim, Hugo constrói uma fortaleza solitária em meio a floresta, para aliviar seu relacionamente com o ambiente pesado que vive com os humanos. Estes são alguns trechos do livro, que apontam Gladiator como o maior catalizador de inspiração para Siegel desenvolver seu personagem.
Gladiator, Tarzan, John Carter de Marte, entre outros, eram personagens de sucesso que serviram como referência anatômica e, acima de tudo, exemplos do caráter nobre que um herói deveria possuir.
Com a mente fervilhando de idéias e aliado aos desenhos de Joe Shuster, Jerry Siegel dá a luz o primeiro Superman, a primeira versão do personagem, no título: THE REINGN OF THE SUPERMAN, na Science Fiction #3.

Um novel futurista com apenas 9 páginas datilografadas. Porém, este primeiro Super-Homem não era um herói. Nesta trama, Jerry se apegou mais a ficção científica do que ao heroísmo: A história ocorre durante a depressão de 1929, que inunda os EUA de desempregados e famintos. Um cientista chamado Prof. Smalley escolhe um dos miseráveis (Dunn) para ser cobaia de um esperimento. Injetando no corpo da cobaia uma substância encontrada em um meteóro, este adquire um poder mental surpreendente. Capaz de ouvir pensamentos alheios, Dunn foge semi-enlouquecido, em choque com seu novo poder. Faminto por conhecimento e com pleno domínio sobre a mente das pessoas, Dunn mata o Prof. Smallry e inicia seu plano de domínio mundial. Antes de morrer, o cientista envia uma carta-testamento ao principal jornal da cidade. O repórter Forrest Ackermann tenta enfrentar este Super-Homem, sem sucesso. Mas na eminência de sua morte, faz uma oração silenciosa pedindo o fim de tal tormento. Quando, por milagre, o efeito do soro começa a passar e Dunn se arrepende de seus males, ao entrar para história como uma maldição, e não como uma bânção. Embora não fosse religioso, a intervenção divina do final também foi inspirada na história do Gladiator.
Samanas após sua publicação, Siegel se depara com um novo lançamento numa propaganda nas últimas páginas da revista The Shadow: O título era Super-Homem, logo abaixo estava a figura de um homem musculoso lutando contra um atirador, seguido pela legenda “Doc Savage – Mestre da mente e do corpo”.

Doc Savage também se inspirara em Gladiator. A criação de Lester Dent era o protótipo do homem perfeito: corpo musculoso, pele cor bronze, cultivado artificialmente em laboratório, Savage falava qualquer idioma deste planeta, manejava qualquer arma e pilotava qualquer máquina. Possuía conhecimentos avançados em física, química, biologia e mecânica. Tinha resistência física excepcional e, graças a uma dieta especial, seu corpo envelhecia lentamente. Periodicamente ele se isolava na Fortaleza da Solidão, sua base secreta localizada no Ártico, onde ele planejava sua próxima empreitada. Seguia os mesmos passos que o pai, falecido em circunstancias misteriosas.

Para Siegel, tudo mudou. O conceito de Super-Homem que, anteriormente era um clichê entre força e poder, finalmente ganhara foco de um super herói.

Em março de 1933, a revista Detective Dan, editada pela Humor Publishing (uma cópia mal feita de Dick Tracy) foi cancelada devido a má qualidade e falta de vendas. Porém, o fato de ser desenvolvida por jovens como os próprios Jerry e Joe, os incentivaram a levar seu novo projeto a diante.

A idéia era escrever e desenhar uma tira de ação com um herói de autoria própria e vendê-la para Humor Publishing. Mas não seriam quadrinhos policiais, seria algo grandioso, maior que Tarzan e Buck Rogens, mais fantástico que Gladiator e Doc Savage. Seria sobre um super-humano com boa índole. Seu nome seria SUPER-HOMEM.
No mesmo ano de 1933, a primeira versão do SUPER-HOMEM como personagem de quadrinhos foi enviada para Humor Publishing que, após meses de silêncio, devolveu os originais e rejeitou a proposta de Siegel e Shuster. Mais tarde, Jerry enviou o mesmo projeto para Charles Gaines, da revista Famous Funnies, em 1934, mas o resultado foi o mesmo.
Desta primeira versão, restou apenas o esboço da capa (ao lado), encontrada décadas mais tarde na escrivaninha de Gaines. Nesta época, grandes mudanças foram feitas no herói.
Em 1934, o romance Pimpinela Escarlate foi lançado nos cinemas. Era um drama sobre a dupla identidade e a aparente ingenuidade do herói perante a mocinha. Era um dos romances favoritos de Siegel e acabou se tornando o modelo para Clark Kent e Lois Lane.
Com uma índole mais baseada em Sansão e no pópriono próprio Jesus Cristo, SUPER-HOMEM começou a ganhar o caráter de salvador do mundo, lutando por justiça social e contra tirania dos poderosos. A analogia entre SUPER-HOMEM e Jesus Cristo foi aumentando durante sua criação, ocupando muitos detalhes de sua origem. Saiba mais detalhes clicando aqui.

Nesta fase o traje colante foi introduzido, assim como o S do peito. Ao contrário do poder mental do primeiro SUPER-HOMEM, este teria poderes físicos, como força descomunal, massa corporal, visão de raio x resistente e super velocidade.

Ainda em 1934, Siegel e Shuster se formam no colégial (Glenville High School), às vésperas de completarem 20 anos. Como o trabalho no The Torch não era remunerado e sem sucesso com as idéias inovadores do SUPER-HOMEM, Jerry e Joe partiram para uma linha mais comercial, produzindo outros trabalhos.


Jerry Siegel começou a duvidar da capacidade de Joe Shuster e , em segredo, resolveu desvinculá-lo do projeto SUPER-HOMEM. Ele entrou em contato com Tony Strobl, aluno da Cleveland Art Institute, mas este preferiu não arriscar neste novo projeto e, após se formar, se tornou um dos melhores artistas dos estúdios Walt Disney. Mel Graff foi a segunda tentativa. Este trabalhava para NEA cuidando das tiras de Wash Tubbs e Alley Oop, e curtiu a idéia do SUPER-HOMEM. Porém precisou se mudar para New York para lançar uma nova tira infantil chamada Patsy, para a Assiciated Press.

Em 1935, Graff criou um amigo para Patsy, o Mágico Fantasma. Um herói de capa e malha justa no corpo, que usava mágicas para resolver problemas. Se Graff se inspirou nas conversas com Siegel ou se foi o contrário, ainda não há confirmação.

A terceira tentativa foi Russel Keaton, o jovem desenhista de Buck Rogers. Seu estilo não era muito diferente do de Joe Shuster, mas Keaton era diplomado pela Chicago Academy of Fine Art, além de já ser um profissional respeitado no mercado. Isso abriria muitas portas para publicar seu projeto em um dos principais syndicates do país. Após meses trocando idéias, Keaton desistiu do projeto por não querer se arriscar com alguém tão jovem e inesperiente como Siegel. Então, no início de 1935, sem outras opções, Siegel mantém sua parceria com Shuster.

As coisas começaram a tomar novos rumos com a chegada da revista New Fun, editada pelo major Malcolm Wheeler Nicholson. Siegel rapidamente fez contato com ele, o que resultou em 2 encomendas: Henri Duval of France – Famed Soldier of Fortune e Dr. Occult – The Ghost Detective. Tudo isso pelo mísero valor de U$ 6,00. Com este salário, Shuster trabalhava como entregador em uma mercearia e Siegel entregador em uma gráfica. Trabalhavam nas tiras durante a noite até que, numa das levas de sugestões para novas tiras, incluiram o SUPER-HOMEM.

A resposta do major foi: “A tira do SUPER-HOMEM está aguardando um pedido iminente de um syndicate nacional… Uma encomenda para um tablóide de 16 páginas, em quatro cores, que pode incluir SUPER-HOMEM no início do ano… Acho que tem ótimas chances.”
Animados com a notícia, Siegel e Shuster começaram a esboçar slogans para promover o SUPER-HOMEM. Siegel sabia que a maior parte do faturamento dos sydicates provinha da concessão de licenças. Por isso anteviam o produto esboçado em caixas de cereais, biscoitos, etc. Porém, a negociação do major com o syndicate nunca saiu, e o SUPER-HOMEM é engavetado novamente e os dois jovens artistas voltaram suas forças para as tiras que já estavam sendo publicadas na New Fun.

Em 1937, Charles Gaines, um dos maiores fornecedores de quadrinhos da época e representante da McClure Syndicate (aquele que havia recebido os esboços de Shuster) tenta emplacar o projeto chamado O SUPER-HOMEM, livro consolidado em páginas preto e branco, mas sem sucesso. Os comentários negativos eram referente a imaturidade do projeto, principalmente dos desenhos.
Embora tenham recebido mensagens de encorajamento, as constantes recusas ao projeto indignou Shuster, que queimou todas as páginas da revista. Só a página sobrou pois Siegel a resgatou do fogo.

Os jovens permaneceram trabalhando para o major, produzindo também material para sua nova revista:Detective Comics.

Neste tempo, Siegel e Shuster desenvolveram muitos personagens e se tornaram os maiores produtores das revistas do marjor. O enquanto a proução subia, o ânimo deles caia, já que o rítimo de trabalho desgastou a qualidade, tendo que produzir uma página por dia. Eles eram roteiristas, desenhistas, letristas e coloristas de suas histórias. Mesmo assim, seus títulos não eram os mais vendidos na época e a produtora do major começou ter dificuldades financeiras.

Endividado devido a muitos fracassos nas vendas de suas revistas, o major precisava de um novo título de sucesso. Porém, para que a nova revista fosse promovida com força total, precisava estar nas bancas na próxima primavera. O que não daria tempo de encomendar material novo. Então começaram a juntar material já existente, nas pilhas de material rejeitado, para preencher o conteúdo da revista.

Conseguiram preencher toda a revista mas nenhum dos personagens era carismático o suficiente para ilustrar a capa. Então consultaram o cartunista Shelly Mayer que trabalhava para Gaines, se ele conhecia algum material de qualidade que tivesse escapado aos olhos de Gaines. Shelly encontrou uma amostra do SUPER-HOMEM no meio da pilha dos materiais rejeitados. Ele leu e ficou fascinado com a idéia e, embora tenha se empolgado com a história, percebeu que era violenta demais. Então sugeriu alguns retoques a Vin Sullivan (editor da revista Detective Comics) para que o material ficasse mais do que fantástico.


Em novembro, Siegel, Shuster, seu irmão e Vin Sullivan se trancaram no apartamento de Shuster para dar cabo da nova encomenda vendida: 13 páginas do SUPER-HOMEM para a nova revista vigente, chamada ACTION COMICS.


Eles produziram uma página de introdução, contando brevemente a origem do SUPER-HOMEM, eliminaram a violência excessiva e finalizaram as 13 paginas em aberto, sem uma conclusão definitiva, para deixar os leitores no suspense.
No último quadrinho, o SUPER-HOMEM corre por um cabo de alta tensão carregando um bandido apavorado, dizendo: “Não se preocupe, os passarinhos ficam nos cabos e não são eletrocutados, desde que não toquem no poste. Opa! Quase bati naquele alí!” Isso era algo novo. Um super herói fazendo piada. Algo inconcebível para Doc Savage, Tarzan, Flash Gordon, Fantasma, O Sombra, etc. Aquilo era um grande diferencial para juventude.


Pelo trabalho, Jerry Siegel e Joe Shuster receberam um cheque de U$130,00 e assinaram um documento cedendo os direitos sobre o SUPER-HOMEM para a editora, pois era assim que as coisas funcionavam. Eles já haviam feito isso com todos os outros trabalhos anteriores.

Até então, ninguém previa o estrondoso sucesso de Action Comics.

Em 1938, no ano de lançamento da revista, o major, ao voltar de uma viagem a passeio por Cuba, descobriu que fora despejado por falta de pagamento de seu escritório e sua empresa havia sido levada ao tribunal de falências. Em acordo judicial, a Independent News se tornara dona de todos seus ativos, e ele passou a receber apenas porcentagens sobre o título More Fun Comics. O major desistiu do mundo dos comics e se tornou escritor de histórias de guerra e críticas as forças armadas americanas.

Vin Sullivan continuou como editor da Action Comics e desfrutou de seu estrondoso sucesso. Ela se tornou uma revista famosa, que contava a história de vários personagens, tendo o SUPER-HOMEM como pivô deste sucesso.




Em 1839, a história do SUPER-HOMEM fazia tanto sucesso, que exigiu uma revista solo. Tem origem a O VOLUME MENSAL DE SUPERMAN. Esta é a primeira revista solo do herói, cujos volumes circulam nas bancas até hoje.
Durante as edições, alguns detalhes do visual do personagem vão se atualizando e ficando cada vez mais modernos.




Este é um livro que chegou ao Brasil, contando a história completa do SUPER-HOMEM(clique na capa para download). Desde sua origem em seu planeta natal até seu relacionamento com Lois Lane no planeta diário. O livro é dividido em 6 capítulos: O aviso da catástrofe, A nau interplanetária, O jovem Clark kent, A competição, A morte de Eben, Clark Kent repórter. Este foi o herói que fascinou o mundo durante anos, ganhando séries de tv em pb e desenho animado.

Em 1946, ao final do contrato de 10 anos para produzirem as histórias do SUPER-HOMEM, Siegel e Shuster processaram a National Allied Publications (precursora da DC Comics) pelos direitos do personagem. Enquanto isso, trabalhavam em outras editoras, desenvolvendo outros heróis, para outras revistas.

Em 1959, Siegel retorna a DC para escrever, sem créditos, as histórias do SUPER-HOMEM, sob a supervisão do atual editor do personagem, Mort Weisinger. Siegel processou novamente a editora pelos direitos de sua criação, o que levou novamente ao seu desligamento das histórias do herói em 1967.

Em 1975, Jerry Siegel lançou uma campanha pública de protesto contra a DC Comics, reclamando do tratamento que ele e Joe Shuster recebiam da empresa. A Warner Comunications, que controlava a DC, aceitou pagar aos autores uma quantia vitalícia de 20 mil dólares por ano, e garantiu que todos os quadrinhos, episódios de tv (incluindo a série Smallville), filmes, jogos, desenhos animados e tudo que fosse lançado com o personagem fossem creditados como “SUPER-HOMEM, CRIADO POR JERRY SIEGEL E JOE SHUSTER”.

Sob o pseudônimo de “Joe Carter”, Siegel trabalhou como roteirista para Marvel Comics, desenvolvendo histórias para Tocha Humana, X-Men, entre outros.

Em 1986, Jerry Siegel foi convidado pelo editor da DC Comics, Julius Schwartz, para escrever uma aventura imaginária do SUPER-HOMEM, chamada SUPERMAN – WHATEVER HAPPENED TO THE MAN OF TOMORROW? (Publicada no Brasil na revista Super Powers #21 em 1991 e, recentemente, na coleção Grandes Clássicos DC Comics #9, pela Panini Comics).




Esta seria a última história do herói antes de ser reformulado por John Byrne. Siegel não aceitou e o roteiro passou para as mãos de ninguém menos que Alan Moore. A história foi publicada em 1986 em duas partes, nas revistas Superman #423 e Action Comics #583.


Até que, no mesmo ano de 1986, John Byrne deixava a Marvel, após uma gloriosa carreira com os X-Men, Quarteto-Fantástico, entre outros, em virtude desta irresistível oferta da DC: Reformular o SUPER-HOMEM. A idéia era modernizar todo o conceito lendário do herói. John não deixou a chance escapar e reimaginou todo o contexto do personagem, seus relacionamentos, seu visual, seus poderes e tudo foi renovado. Foi o alvorecer de uma nova era mágica do herói, onde as 6 edições originais desta saga foram encadernadas nesta publicação da Mythos Editora, que ainda se acha a venda.
SUPERMAN – O HOMEM DE AÇO é a história que deu fim a um herói lendário, e deu início ao eterno herói que conhecemos hoje. Após muita luta e incessante perseverança dos criadores, SUPER-HOMEM não só conseguiu ser publicado, mas valorizado pela grande qualidade e virtude do personagens, pelos melhores artistas do ramo, e por fãs de todo o mundo.

Jerry Siegel entrou para o Hall da Fama Jack Kirby em 1993. Falecido em 1996 aos 81 anos, em 2005 ele foi postumamente premiado com o prêmio Bill Finger pela excelência de seus escritos para os quadrinhos.
Joe Shuster faleceu em 1992 aos 78 anos. No ano de sua morte, recebeu o prêmio Will Eisner Award Hall of Fame.
REFERÊNCIAS
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Neste artigo, me baseei principalmente nos detalhes essenciais da criação do personagem até suas primeiras aparições nas hq’s, pois é do que se trata este blog. A partir daí, SUPER-HOMEM tem sua glória expostas em diversos veículos de mídia, em muitas desenhos animados, séries para tv e filmes no cinema. Toda a saga deste herói na mídia, vc pode acompanhar neste documentário abaixo, chamado A INCRÍVEL HISTÓRIA DO SUPER-HOMEM:



Lançado em 2006, dirigido por Bryan Singer e narrado por Kevin Spacey, este é um DVD fenomenal reúne muito material inédito e informações curiosíssimas dos personagens, atores, produtores, bastidores, que vale muito a pena ter na prateleira.
  • Um destaque que faço a este DVD, é que a narração associa a evolução do personagem de acordo com a época vivida nos EUA. Fica notória as alterações no personagem baseada nas necessidades e expectativas do povo americano durante guerras, revoltas, revoluções, etc. Embora o SUPER-HOMEM não seja o único personagem imaginário a servir de marketing para enaltecer a auto-estima, coragem e esperança dos americanos, ele sempre foi o mais eficiente. E isso fica bem evidente neste DVD.
  • Um destaque negativo é que, dirigido por Bryan Singer, na época em que lançou seu “Superman Returns”, este filme acabou sendo destacado como o melhor e o principal de todos já realizados neste DVD. E, sejamos sinceros, Superman Returns foi uma graaande decepção, para os fãs do cinema e, principalmente, para os fãs do SUPER-HOMEM. Embora tenha acertado perfeitamente, com muitas honras, nos efeitos visuais do filme (que sempre são motivos de apreensão para o público antes do lançamento do filme) principalmente na cena que ele salva o avião, e também tenha acertado destacando a parte humana do personagem, tiveram muitos aspectos negativos que engoliram os positivos. Primeiro que ele exagerou demaaais na parte dramática do filme, tornando o filme muito lento, sem dinâmica, muito melo-dramático, muito nhé-nhé-nhé… menos. Segundo que (podem me crucificar por isso) o diretor ERROU na escolha dos atores do SUPER-HOMEM e da Lois Lane!!! Os 2 atores são moooito jovens para estes papéis. Estes, que são os protagonistas de dois personagens adultos e maduros, tinham a aparência de dois adolescentes… nenhum parecia ter mais de 30 anos de idade (e não tinham nem na vida real). Fora terem a idade errada (consequentemente, a aparência juvenil demais), o ator que interpretou o SUPER-HOMEM não é um ator brilhante. Sinto muito, mas para interpretar um papel principal, de um personagem que tem 3 personalidades (fazendeiro do interior, Clark Kent repórter besta, e SUPER-HOMEM perfeito), precisa ser mais que “bom” ator. Precisa ser brilhante, como Christofer Reeve. E, em terceiro lugar, vá pro inferno com esta historinha de que Lois Lane fica grávida do SUPER-HOMEM e tem um filho dele, noiva de outro… esquece tudo isso. Uma coisa é vc inventar um roteiro para o filme, outra coisa é vc inventar alterações na história dos personagens, que alterem seu relacionamento. Inadmissível.
Bom, após revelar minha tremenda frustração com Superman Returns, aconselho o DVD A INCRÍVEL HISTÓRIA DO SUPER-HOMEM. Pois tudo que transmita informação sobre a origem deste super herói é fato a se relevar, pois sua trajetória e assensão, desde sua concepção até os dias de hoje, é simplesmente impressionante.
 
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2 respostas para SUPER-HOMEM DA ORIGEM AOS DIAS DE HOJE ( COM DOWNLOADS )

  1. Eduardo Diniz disse:

    Gostei muito do texto!!Muito legal a história do Superman!

  2. Parabéns pelo texto!!!!!!!Lamentável é saber que Joe Shuster e Jerry Siegel são as únicas pessoas que o Super Homem não conseguiu defender…

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