X-Men: Primeira Classe é aquele filme sobre os mutantes que a gente sempre quis

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 Todos nós já assistimos a fan-films nessa tal de rede mundial de computadores. Tem aquele do Batman, tem o sensacional trailer de Grayson, Halo, enfim. Se tornou um gênero que a internet ajudou a popularizar e mostrar pra muita gente que não é tão difícil e nem necessário tanto dinheiro pra fazer um filme foda sobre algum personagem. Ou alguns.

Os fan films parecem ser mais reais. Sem aquela quantidade absurda de efeitos especiais, tratamentos de imagem e tomadas de câmera nada ortodoxas, parece que faz mais sentido aquela história se passar no mesmo mundo em que vivemos, por mais surreal e fantasiosa seja. Por mais que ela não se passe no mesmo mundo que o nosso. Simplesmente faz sentido.
Eu não faço ideia se Matthew Vaughn, o diretor, é um fã de X-Men — e mesmo que seja, no mundo dos grandes estúdios, no mundo do entretenimento, há alguns vários outros interesses envolvidos — e estamos falando da Fox. Mas parece que “os deuses dos Fan Films”, ou a sorte, conspiraram a favor de X-Men: Primeira Classe.

Por motivos óbvios, o orçamento desse filme foi menor que X-Men Origens: Wolverine e X-Men: O Confronto Final (que custou quase o dobro, aliás), e foi apenas US$10 Milhões maior que X-Men 2. Estando em 2011, isso tudo nos leva ao óbvio fato de que há menos dinheiro pra se investir naqueles efeitos especiais de todos os outros, fazendo com que os existentes pareçam de fato possíveis mutações de seres humanos comuns. Mutações e não super-poderes.
Claro que o fato de o filme se tratar sobre a “Primeira Classe” da Escola para Jovens Superdotados do Professor Xavier e os personagens estarem aprendendo a lidar com seus poderes ajuda nesse sentido, mas como eu disse antes, parece que tudo conspirou pro bem de X-Men: Primeira Classe. Até isso.
Sem tanta grana, sem tantos efeitos, qualquer Michael Bay, qualquer Brett Ratner ficaria perdido, chorando copiosamente enquanto anda em círculos, pensando no que fazer. Matthew Vaughn, porém, fez o óbvio: contou uma história. Uma história onde, por acaso, há mutantes envolvidos. Colocou os X-Men em um contexto histórico conhecido — a Guerra Fria — que permite, além de tudo, criar uma situação em que a humanidade possa saber que existam e não aceitar os mutantes, sem motivo aparente. E tudo isso de uma maneira que aproxima demais o mundo real do mundo dos mutantes.
Sabe quando você assiste ao primeiro Homem-Aranha e tem vontade de sair soltando teia por aí? Dá vontade de ir atrás de arquivos de jornais pra ler tudo sobre essa história de mutantes. É um universo mais adulto, mais sério…
Em X-Men: Primeira Classe, não importa quantos são os personagens e suas motivações: tudo se encaixa, tudo faz sentido. O jovem Magneto, interpretado por Michael Fassbender, superou o de Ian McKellen. Sua vilania, suas motivações, tudo, se tornaram mais críveis. O Charles Xavier de James McAvoy é outro que supera sua versão mais “velha” — dá vontade de ter aula com ele, prestar atenção e tudo.
O mesmo vale para os outros personagens. Com pouco tempo, e em uma seqüência bem rápida quando somos apresentados a um protótipo do que viria ser o Cérebro, a construção de cada um dos mutantes recrutados por Xavier e Magneto para a luta contra um inimigo em comum acontece de uma maneira que os fãs, neófitos ou quem nunca ouviu falar sobre eles entendam quem são e o que virão a ser. E todos superam suas versões originais — ou do futuro. Porque sim, “Primeira Classe” é muito mais uma prequência do que um reboot, e isso fica claro com algumas referências mostradas durante o filme.

Só ficou faltando o Stan Lee.😉

Depois de 11 anos do primeiro filme dos mutantes — e da retomada dos filmes de super-herói, chegamos ao ideal de como um filme com vários personagens super-poderosos deve ser feito. Respeito muito os dois primeiros filmes dos X-Men, especialmente o segundo. Mas, sem comparar, até por ser incomparável, X-Men: Primeira Classe está para os Mutantes e para, especialmente, a nossa grande amiga Fox, assim como Batman Begins esteve para a DC / Warner, Homem de Ferro para a Marvel. X-Men: Primeira Classe é o melhor filme dos X-Men.

Que a Fox entenda, aprenda e faça o trabalho certo daqui pra frente. Não é difícil deixar os “criativos” trabalharem. E nem precisa liberar tanta grana.😉

Diretamente do Indispensável JUDÃO

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2 respostas para X-Men: Primeira Classe é aquele filme sobre os mutantes que a gente sempre quis

  1. Durock disse:

    Que resenha. Parabéns pelo texto. Fiquei deveras ansioso pelo filme. Quem sabe o critério qualidade, consistência no enredo e respeito a essência da história das HQ seja o paradigma dos filmes que virão.

  2. Maycon Bruno disse:

    Essa provavelmente ira ser "a verdadeira grande produção de um conto da marvel desse ano" apesar de tudo, ja que todos o outros constados parecem seguir "a velha mania" de fazer filmes focados para lobotomizar o publico leigo com cliches cinematograficos e piadas "besteirols" que desviam atenção pequenas imperfeições logicas do enredo e/ou para confundir aqueles que tenham um conhecimento vago sobre a trama … que aliais sendo parcial de novo foi a minha sensação com os 2 ultimos filmes da "iniciativa vingadores"

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