THOR | DEUS DO TROVÃO – PARTE II por Simonson


Fase de Walter Simonson
Simonson já era conhecido dos leitores de Thor, uma vez que desenhou vários números da revista na fase em que o personagem singrava o espaço a procura de seu pai desaparecido. No entanto, passado tanto tempo depois daquela época, Simonson retorna com um traço arrojado, estiloso, bem diferente dos caminhos que seguia dos desenhistas de outrora (principalmente de John Buscema). O aprimoramento de seu desenho, apesar de ousado, era agradável aos olhos do leitor e sua investida no título caiu tanto nas graças do editor chefe, que ele não só desenharia, mas também escreveria as histórias do personagem.

Com primeira aventura, Simonson nos apresenta ao personagem Bill Raio Beta. O estranho nome vinha de um personagem mais estranho ainda. Alienígena humanóide com uma cabeça que lembra o crânio de um cavalo, Bill mostrou-se arredio e selvagem em um primeiro encontro, mas, a partir do momento em que consegue levantar o martelo encantado, mostra-se digno de andar ao lado dos deuses nórdicos.
Após “tomar” o martelo, Bill se transforma numa variante de Thor e é confundido como herói, sendo levado por Odin para Asgard. Lá, ficamos sabendo que sua história é tão cheia de bravura quanto de tragédia. Sua raça foi aniquilada por demônios espacias, aos quais Bill passou sua existência a combater.
Bill consegue vencer Thor em um teste e ganha nada mais nada menos que o próprio martelo encantado. Porém, Odin é um deus piedoso e decide criar um novo martelo para dar poderes a ele, ao mesmo tempo que o antigo martelo volta para as mãos de seu filho Thor. Junto, Thor e Bill Raio Beta, dotados cada qual com seu poderoso martelo, partem para o espaço para enfrentar os demônios.
nota: Eventos ocorrem em  Thor 337 a 340 (Novembro de 1983 a Janeiro de 1984) – Vale pena conferir este material que não fica datada nunca!

O Fim de Donald Blake – Thor 340

Thor e Bill Raio Beta vencen a batalha  no mundo alienígena, que estava sendo devastado por demônios espaciais. Quando retornam para Asgard, Odin fica conhecendo a dramática origem de Bill, um nativo daquele planeta que foi transformado geneticamente em uma máquina de combate, meio homem meio fera, mas que sentia saudades de sua forma original, já que a transformação o condenou a viver daquela forma pra sempre. 
Bill havia ganhado, também, um martelo encantado próprio e foi graças a ele que Odin teve uma ideía. Abençoando os dois martelos, o de Bill e o de Thor, Odin permitiu que o alienígena voltasse a sua forma original simplesmente batendo o cabo do martelo no chão. Assim, Bill Raio Beta voltava a forma humanóide original de seu planeta e o martelo se transformava em uma bengala, bastando batê-lo no chão para se trasformar novamente… exatamente como acontecia com Thor e Donald Blake.
Mas… falando em Donald Blake… o que aconteceu com o martelo encantado do deus do trovão? O que Odin fez, na verdade, foi transferir o encantamento entre os martelos. Ou seja, Thor agora não mais voltaria a ser Donald Blake, consequentemente não tendo mais o problema de ficar sessenta segundos longe do martelo.
Dessa forma, nos despedimos de médico Donald Blake que, apesar de ter proporcionado bons momentos aos leitores, no fim de sua carreira estava mesmo é sobrando.
O Sapo do Trovão – Thor 364 a 366 (Fevereiro a Abril de 1986) 
 

 Não, não se trata de uma revista infantil parodiando o personagem. A coisa foi séria. Muito séria! Thor, o então renomado super-herói, deus do trovão, filho de Odin… foi transformado em um sapo! Resultado das maquinações de Loki, é claro.

Vindo de Loki, a transformação de Thor em sapo poderia ser até um detalhe comum. Mas o que chamou a atenção não foi o resultado da magia, mas como o escritor e desenhista Walter Simonson conduziu a história. O que poderia parecer uma idéia absurda, acabou se tornando uma história tão empolgante quanto qualquer outra história de super-herói. E o Thor em forma de sapo acabou se tornando um clássico. 

Após ser transformado em sapo, acompanhamos as aventuras do anfíbio através do Central Park. Através da licença poética utilizada pelo escritor, o leitor consegue saber o que o sapo pensa e fala, além do mesmo entendimento quando este interage com outros animais. Graças a esse recurso, a alma de herói de Thor, mesmo na forma em que se encontra, acaba ajudando um grupo de sapos a enfrentar um grupo de ratos do local. A guerra culmina com o plano dos ratos em envenenar o reservatório de água, afim de eliminar o grupo rival. Acontece que Thor, com sua mente humana, sabe que a atitude dos ratos é ingênua do ponto de vista tático. Afinal, a intenção é se livrar dos sapos, mas Thor tem consciência que o veneno, obviamente, também vai afetar a população (humana) local.

Thor/sapo consegue a ajuda (involuntária) de crocodilos que vivem nos esgotos, através de uma espécie de flautista que os controla (apesar de parecer conto de fadas, o flautista é um mutante que se esconde nos esgotos, pertencente ao grupo conhecido como morlocks). Com esta ajuda, consegue derrotar o grupo de ratos e ajudar os seus novos amigos sapos.

Mas Thor ainda é um sapo e precisa resolver sua situação. Consegue encontrar sua carruagem, puxadas por dois carneiros. Em sua forma de sapo, ainda consegue se comunicar com os animais. Os carneiros de sua carruagem o reconhecem e explicam que ele deve empunhar o martelo encantado. Na forma de sapo, Thor ergue o martelo e se transforma… em um sapo maior ainda, mas com o uniforme de deus do trovão!

Após a transformação, segue para Asgard e captura Loki, antes que o vilão assuma o posto de monarca do reino dourado (Odin havia desaparecido após um confronto com o demônio Surtur). Graças a intervenção acidental do volumoso guerreiro Volstagg, Loki acaba perdendo a fonte de energia de seu encantamento (canalizada através da espada abandonada de Surtur) e Thor volta a sua forma normal. 

Uma história muito incomum, talvez a mais incomum do personagem desde sua criação… mas que se tornou uma saga inesquecível. Detalhe: Walter Simonson dedicou esta história a Carl Barks, desenhista e escritor que ficou famoso por criar as mais importantes histórias de um outro universo animal: o das histórias do Tio Patinhas, Donald e o mundo criado por Disney.

Última história desenhada por Walter Simonson –Thor 367 (Maio de 1986) 
Walter Simonson fez um trabalho brilhante em sua passagem pela revista do Thor. Visualmente, ousou em experimentar uma arte muito mais estilizada do que se via até então. Mas acertou em cheio no bom gosto, caindo na preferência dos leitores e se tornando um dos grandes nomes a desenhar Thor.

Apesar de, nessa edição, Simonson deixar a arte da revista, sua colaboração para as histórias do deus do trovão não terminariam totalmente. Ele ainda continua como principal escritor da série por um bom tempo. E mesmo sua arte poderia ser vista tanto em uma ou outra edição, quanto nas capas dessa fase em que participou.

A ocasião da despedida de sua arte não podia ser menos especial. Era o dia da coroação de Balder como regente supremo de Asgard. Odin sumiu na batalha contra o demônio Surtur, e Thor, ao invés de assumir o trono que lhe era de direito, preferiu indicar o seu mais valoroso amigo e guerreiro para comandar o reino dourado.

Como última colaboração visual de Simonson, vemos um Thor agora barbado, para esconder as cicatrizes que Hela, a deusa da morte, causou em seu rosto quando este foi resgatar almas inocentes de seu reino. Visual este que se aproxima da visão de Thor dentro da verdadeira mitologia nórdica e, verdade seja dita, um tanto parecido com o próprio barbado Walter Simonson…

Mas é a SAGA SURTUR ?! Não vai falar nada!!?
Calma está saga , você tem obrigação de ler!

Thor -  Saga de Surtur 1 de 6 Thor -  Saga de Surtur 2 de 6
EASY EASY
Thor -  Saga de Surtur 3 de 6 Thor -  Saga de Surtur 4 de 6
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Thor -  Saga de Surtur 5 de 6 Thor -  Saga de Surtur 6 de 6
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E na próxima edição! Verdadeiro 
Ragnarok!

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11 respostas para THOR | DEUS DO TROVÃO – PARTE II por Simonson

  1. Anonymous disse:

    Tinha que colocar o desenho do Rob "gênio de anatomia" Liefede.

  2. Tyr disse:

    Foi muito boa essa época. Li todas! Não saia da banca de jornais.

  3. Halo Souza disse:

    A fase mais divertida de Thor!!!

  4. Anonymous disse:

    Invejosas, a verdade é que vocês adoram o Liefeld, mas não admitem! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Anonymous disse:

    Me desculpem os amigos, também sou fâ do loirinho, mas essa é uma das piores fases do thor… Sendo superada apenas pela do Liefeld…

  6. alrimar disse:

    Vcs da Action e Comics são malvados e crueis em nao postar a fase Simonson completa.Odeio vcs,sninf…

  7. J.B disse:

    seria interessante se rolasse um perfil de personagens mais obscuros tanto da Marvel,quanto da DC.Tipo o Quarteto-Futuro que teve participações na saga do Bill Raio-Beta e Thor,o sapo do trovao.Da DC poderiam trazer Etrigan,Vingador Fantasma,E outros,sei lá,que nao estao na moda.Leio quadrinhos ha 26 anos,e ainda compro muito,apesar de a cronologia da Dc me deixar frustrado,seria legal umas orientaçoes,tipo 52,Crise infinita e por ai vai das loucuras atuais.Abraços.

  8. Pedro disse:

    Não sou grande fã do Thor, mas mas adorei as historias de Simonson. As histórias que se seguiram foram uma desgraça, e tudo o que fizeram (pelo menos do meu ponto de vista) foi destruir tudo o que Simonson fez. Já a fase "Herois Renascem" é melhor nem falar…

  9. Diego disse:

    Seria maneiro se fizessem tipo um mega pack do Thor, com as edições classicas até o mais recente, sei que é pedir dmais, mas sou mto fã do Thor, ficaria mto agradecido se fizessem isso!Parabens pelo trabalho de vcs, o Blog é sensacional!

  10. Matheus disse:

    Pessoal, onde encontro os links pra fase do Simonson?

  11. Anonymous disse:

    Cara, Rob Liefeld faz o Thor ficar parecendo um traveco…

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